A evolução da Símio Filmes

Se o leitor tem em casa o tema Assim falou Zaratustra, de Richard Strauss (popularizado pelo filme 2001: Uma odisséia no espaço, de Stanley Kubrick), solte o playback antes de ler esta matéria. Sim, por que vamos falar de evolução, a de quatro jovens cineastas, todos na casa dos 20 anos de idade, que compõem a produtora pernambucana Símio Filmes.

Formada por ex-alunos do Centro de Artes e Comunicação (CAC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – Daniel Bandeira, Gabriel Mascaro, Juliano Dornelles e Marcelo Pedroso –, a firma teve sua origem realizando pequenos curtas-metragens em vídeo, em 2001. Três anos depois, houve o primeiro divisor de águas da história do projeto: a aprovação dos filmes Amigos de risco (ADR para os íntimos), longa-metragem de ficção de Daniel (em parceria com a Cinemascópio), e KFZ-1348 (realizado para Rec Produtores com a Símio como produtora associada), documentário de média-metragem de Gabriel e Marcelo, base de mais um longa em 35 mm. No mês passado, as duas obras foram responsáveis por mais um pequeno passo de seus realizadores, que é ao mesmo tempo um grande passo para a consolidação da produtora: a exibição na concorrida Mostra de Cinema Internacional em São Paulo, que consagrou KFZ com o Prêmio Especial de Júri, em sua categoria, arrancando elogios até do mestre do cinema alemão Wim Wenders.
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